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março2013

O espelho do quarto, o relógio de cuco e o xaile de seda

 Depois do grande temporal que lhe destruiu a casa, no alto da arriba, que havia Pedro de fazer? Ir pelo mundo tentar fortuna é coisa fácil nas histórias, mas não na vida. Pedro estava muito desconsolado da sua vida, sentado no alto da arriba, olhando para os buracos abertos na rocha, onde...

fevereiro2013

A ovelha generosa

Era uma ovelha muito generosa. Sabem o que é ser generoso? É gostar de dar, dar por prazer. Pois esta ovelha era mesmo muito generosa. Dava lã. Dava lã, quando lhe pediam. Vinha uma velhinha e pedia-lhe um xailinho de lã para o Inverno. A ovelha dava. Vinha uma menina e pedia-lhe um carapuço de lã...

Tirone, o cão vadio

Naquele beco escuro, Tirone tinha dificuldade em ver quem se aproximava, em parte por falta de luz, mas também porque os seus olhos cansados já mal distinguiam as sombras. Na sua juventude, Tirone fora um dos cães vadios mais famosos daquele bairro e as suas aventuras eram conhecidas de todos os...

A manta das histórias

A pequena aldeia onde Babba Zarrah vivia ficava situada nas montanhas cobertas de neve. Babba Zarrah tinha uma manta das histórias, na qual as crianças adoravam sentar-se a ouvi-la. Certo dia, enquanto contava uma história, a velhinha reparou que o sapato de Nicolai tinha um buraco. Depois de as...

janeiro 2013

A madrinha Isabel

— Hoje é dia de ir a casa da madrinha! Para a Catarina esta frase de aviso queria dizer: «Prepara-te que hoje é dia de te aborreceres a aturar as caturrices da madrinha Isabel!» — Não há direito! A Leonor tem uma madrinha que lhe dá prendas; o Artur tem uma madrinha que o leva a passear de...

dezembro 2012

Um segredo para a minha mãe

 Enquanto espero pelas festas, penso em todos os Natais calorosos e maravilhosos quando era criança, e dou-me conta de que um sorriso me ilumina a face. Na verdade, são tempos que vale a pena recordar! Contudo, reparo que, à medida que fui ficando mais velha, as memórias do Natal tornaram-se...

O que é o Natal?

Ássia não conhece o Natal. Ássia veio de outro país onde se celebram festas muito diferentes. Natal! Feliz Natal! Ássia lê estas palavras por toda a parte. As ruas estão enfeitadas de mil e uma cores! Grupos corais entoam lindos cânticos de Natal. As lojas propõem: Bolos de...

outubro 2012

A porta para um ouro mundo

Bafienta, húmida, fria. Uma sala com paredes altas e grossas, onde caberiam à vontade duas casas, uma em cima da outra. O tecto é como a abóbada de uma antiga capela. As gretas nas paredes esboroadas fazem lembrar pinturas rupestres, quando observadas durante algum tempo. A luz do dia tem de...

A greve dos legumes

Esta história passou-se há centenas de milhares de anos, quando não havia electricidade, nem televisão, nem consolas de jogos, nem computadores. Em suma, não havia nada. As crianças de então eram muito diferentes de nós, mas tinham uma coisa em comum connosco: detestavam legumes! Como vês, há...

setembro 2012

É a tua vez de ler, Sara!

São oito horas da manhã. O sol queima e o ar seco enche-se do cheiro das ervas aromáticas. A estrada poeirenta que conduz à vila estende-se ao longe, direita como uma recta. Sara conhece bem esta estrada, porque a percorre todos os dias para ir à escola. A caminhada longa não a perturba, porque...

julho 2012

Alcançar a lua

 — Olha-me só para aquilo! — exclamou a Toupeira, quando emergiu da terra uma noite. —O que será? Bem lá no céu, a Lua brilhava como uma moeda de prata. A Toupeira achou que era a coisa mais bonita que alguma vez vira. “Seja lá o que for, hei de ter aquela coisa”, pensou para consigo. “E...

maio 2012

Mãos de mãe

Noite após noite, a minha mãe vinha aconchegar-me, mesmo quando eu já deixara há muito de ser criança. Tal como outrora, inclinava-se sobre mim, afastava o meu cabelo comprido e beijava-me a testa. Não me lembro de quando o gesto das suas mãos a afastar o meu cabelo começou a irritar-me. Mas...

De graça

O nosso filho foi ter com a mãe e entregou-lhe um papel. Depois de a mãe limpar as mãos ao avental, leu-o: Por cortar a relva 5,00 € Por limpar o quarto esta semana 1,00 € Por ir fazer um recado à loja 0,50 € Por tomar conta do meu irmão 0,25 € Por ir pôr o lixo lá fora 1,00 € Por...

março 2012

A jarra partida

Partiu-se a jarrinha, aquela jarrinha de flores pintadas à mão, tão elegante, tão graciosa que era o enlevo de todas as pessoas que passavam por nossa casa. — Está na nossa família há séculos. Dizem que foi oferecida por uma rainha de antigamente a uma antepassada nossa — explicava a minha mãe,...

fevereiro 2012

Tens namorada, Jerónimo?

Ainda sou uma criança. O que não significa que seja um bebé. Bebé é a minha irmã Rosa, que ainda não sabe andar nem falar, e que faz xixi nas fraldas. Uma coisa é ser-se criança, outra é ser-se bebé. Gosto de ir ao mercado com os meus pais. Paramos numa e noutra banca a fazer compras. — Olá,...

janeiro 2012

As aventuras e desventuras do lobo fumador

Um dia, no recreio, o canzarrão malvado tirou um maço de cigarros do bolso do blusão negro e propôs ao lobo mau: — Queres um? — Claro! — respondeu o lobão, que não queria fumar, mas tinha medo de que o canzarrão deixasse de ser seu amigo. E foi assim que o lobão, com um certo mal-estar...

A lua de janeiro

Há muitos, muitos anos, quando o mês de Janeiro chegou à Floresta Verde, os animais começaram a ficar impacientes. Estavam fartos de noites tão longas! E por mais que o Mocho sabichão lhes explicasse que os dias já haviam começado a crescer, sentiam-se inconsoláveis! — Não falta muito para o...

dezembro 2011

Angela e o Menino Jesus

Quando Angela, a minha mãe, tinha seis anos, sentiu pena do Menino Jesus que estava no presépio da igreja de Saint Joseph, que ficava perto do lugar onde vivia. Pensava que o Menino tinha frio e perguntava-se por que motivo ninguém lhe punha um cobertor por cima do corpinho nu. Não que ele...

A última palha

Era mais uma longa tarde de Inverno, com toda a gente fechada em casa. E os quatro filhos dos McDonald estavam de novo a fazer o que era hábito — a discutir, a implicar uns com os outros, a lutar por causa dos brinquedos. Em momentos como aquele, a mãe chegava a crer que os filhos não gostavam...

novembro 2011

O desejo de Nathan

 A minha vizinha, Miss Sandy, é reabilitadora de aves de rapina, ou seja, toma conta de aves feridas, como corujas e falcões, até elas serem capazes de voar de novo. Todos os dias, vejo-a misturar medicamentos, distribuir comida e limpar as grandes gaiolas que tem no pátio. Por muito...

Os poderes da fada Miriam

Certa manhã, o rei das fadas sentiu-se muito mal porque se tinha dado conta de que as pessoas andavam muito tristes e de que o mundo estava feio. Então, para resolver isso, convocou as fadas e confiou-lhes uma missão: voltar a dar às pessoas e ao mundo a alegria, a claridade, a beleza e o...

A menina da chuva

Eu estava de férias com os meus pais numa ilha da Normandia, numa casa alugada, pequenina e pitoresca. Mas estava aborrecida: sentia-me só. Por isso, todas as manhãs, ia sentar-me num grande rochedo no meio da praia, a olhar para a dança de milhares de pequenas ondas no mar. Até que um dia… No...

outubro 2011

A grande corrida

O que fazem aqui estes rapazes? Estão à espera do início da grande corrida. Todos vestem calções e têm camisolas com números. Estás a ver o rapaz com o número 15 na camisola? Chama-se Tiago. Os rapazes são todos altos e fortes, mas o Tiago é pequeno e franzino. Por isso, dizem-lhe: — Não...

setembro 2011

Um barco cheio de clandestinos

O palco estava pronto, o público estava sentado. — Esta peça vai ser assustadora. — É sobre passageiros clandestinos. — É sobre afogamentos. — E ser comido pelos tubarões. As crianças não se calavam. — Não queremos ver — disseram a Milly e Molly. A professora Adelaide...

Questionário

Dos seguintes, qual o primeiro conto enviado no mês de Março?

O bolo da paz (7)
41%

A pastora Aurora (2)
12%

O cestinho de romãs (7)
41%

O Zé Botarras (1)
6%

Total de votos: 17